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CONTINUAÇÃO SOBRE JOSÉ DE ALENCAR

VIDA E OBRAS

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1-Uma produção fértil: José de Alencar é considerado o fundador do

romance nacional, sendo o nosso primeiro grande romancista. Escreveu

21 romances, dos quais alguns são obras-primas da Literatura nacional.

Destacam-se: Cinco Minutos(1856); O Guarani (1857); Lucíola (1862);

As Minas de Prata (1862 a 1866); Diva(1864); Iracema (1865); O Gaúcho

(1870); A pata da gazela(1870); O Tronco do Ipê(1871); Til (1872);

Sonhos d'Ouro(1872); A Guerra dos Mascates (1873 a 1874); Ubirajara

(1874); Senhora(1875);O Sertanejo(1875);Encarnação(1877). Suas

obras, fincadas na realidade brasileira, são capazes de fornecer um

vasto retrato dos costumes do século XIX. Esse retrato ora é mais

verdadeiro ( como nos romances urbanos e regionalistas), ora é mais

 imaginoso(ronances indianistas e históricos). Quando é mais imaginoso,

tende para o símbolo, como ocorre em Iracema e O Guarani. Quando

é mais verdadeiro, assume configurações de crítica social e análise

psicológica, como se observa em Lucíola e Senhora. Nestas duas

últimas obras mostrou habilidades em construir complicados caracteres

femininos, antecipando as conquistas analíticas de Machado de Assis.

Com Iracema e O Gurarani, inventou o símbolo do bom selvagem brasileiro,

de grande importância em nossa cultura.

Texto extraído do livro José de Alencar- Senhora nº04

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VIDA E OBRA

Um Senhor Escritor

Romântico

José de Alencar estréia como

escritor no Correio Mercantil,

em 1854

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JOSÉ DE ALENCAR

José Martiniano de Alencar nasceu em Mecejana (CE),em 1829,

no final do Primeiro Reinado. Seu pai, que fora padre na juventude,

influenciou o jogo político que levou à maioridade de D.Pedro II,

tendo sido senador no Período Regencial. José de Alencar saiu

do Ceará para a Corte aos 10 anos, em 1839, justamente no ano

do nascimento de Machado de Assis, de quem se tornaria amigo

mais tarde. Concluídos os estudos secundários na Corte, mudou-se

para São Paulo, aos 16 anos, em 1845, para cursar a Faculdade de

Direito, exceto o terceiro ano, que faria em Olinda. Sua permanência

em São Paulo coincide com a moda da poesia byroniana, liderada

por Álvares de Azevedo, três anos mais jovem do que ele.

De volta ao Rio, José de Alencar estréia como escritor no

Correio Mercantil, em 1854, logo depois de Manuel Antônio ter

publicado, nesse mesmo jornal, Memórias de um Sargento de

Milícias. As crônicas publicadas nessa ocasião seriam mais

tarde agrupadas em volume com o nome de Ao correr da Pena.

Em 1856, Alencar provocou a famosa polêmica sobre a Confe

deração dos Tamoios, poema épico que Gonçalves de Magalhães

escreveu e queria impor ao Brasil como uma grande epopéia.

Alencar discordou com alarde dessa opinião e, no ano seguinte,

publicou, como resposta, O Guarani.Este, sim, seria a verdadeira

epopéia romântica do Segundo Reinado.

Muito famoso com o sucesso do romance, José de Alencar

passou a dedicar-se mais intensamente a esse gênero literário.

Da mesma forma, dedicou-se ao teatro, à advocacia e à Política,

sendo eleito deputado diversas vezes pelo Ceará. Durante a

Guerra do Paraguai, foi ministro da Justiça, apesar de suas

constantes rixas com D.Pedro II- tanto por razões estéticas quanto

políticas. Não conseguindo se eleger senador, como fora o pai a

quem tanto admirava, José de Alencar retirou-se da vida Pública.

Nessa ocasião foi muito apoiado pela amizade de Machado de

Assis, que despontava como seu sucessor nas letras brasileiras.

Alencar morreu aos 48 anos, vitimado de tuberculose, no ano

que escrevera ENCARNAÇÃO-um romance de feições espiritistas.

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Os conteudos da vida e obra de José de Alencar, vai se contando aos poucos.

 

 

 



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